San Pedro de Atacama

Até chegarmos a San Pedro de Atacama, ainda não tínhamos uma resposta certa para a pergunta clássica de e para viajantes “Qual seu lugar favorito?” Sempre citávamos uma lista. Agora, respondemos sem vacilar: o deserto.

Pode ser só porque a paisagem é muito diferente da nossa brasileira, ou porque chegamos a uma região de temperatura agradável (só durante o dia, mas já estava valendo) depois de muitos dias frios, ou então uma combinação disso com o fato de termos encontrado um lugar gostoso para ficar. O fato é que fomos ficando, os amigos foram chegando, e acabamos transformando o estacionamento do Hotel Puritama (onde estávamos acampados) em uma grande diversão, com direito a cozinha vegetariana coletiva. Ali, reencontramos ou conhecemos pessoas incríveis: a Carina e o Kaj; os austríacos já em fim de viagem Tanja, Martin e seu bebê, Moritz; e mais os queridos argentinos Juli, German e Barkley.

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Laguna Chaxa.

Além deles, ainda conhecemos quatro paulistas muito gente boa que estavam no hotel e um outro grupo de brasileiros que fotografava nosso carro do terraço do hotel vizinho. Por falar em brasileiros, foi o que mais encontramos por lá. Em cada esquina que virávamos, escutávamos nosso idioma e, à noite, vindo de algum bar, chegava até nós um som inconfundível de MPB no estilo “banquinho e violão”.

Mas, de volta ao deserto: uma vantagem de estar lá de carro é que pudemos fazer boa parte dos passeios e no nosso próprio tempo. Alguns dos lugares para visitar ficam a distâncias consideráveis, o que encarece muito o passeio se contratado em agências. No entanto, o mapa que o escritório de turismo fornece não é muito detalhado e o que tínhamos não mostrava as paradas turísticas, então acabamos nos atrapalhando um pouco nos primeiros dias.

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Piedras Rojas.

Nos dois primeiros dias ficamos apenas na cidade, tomando sol, cozinhando e bebendo os vinhos que tínhamos comprado de Cafayate. Em uma das noites, visitamos o Museo del Meteorito. É um museu privado, resultado de uma enorme coleção particular coletada na região, e tem uma montagem muito caprichada. O percurso das vitrines é acompanhado por um áudio (estreamos a versão em português) que explica o processo de formação dos meteoritos.

Depois disso, visitamos as lagunas Miscanti e Miñiques, o Salar de Talar (Piedras Rojas), o famoso Valle de la Luna, os petroglifos de Yerbas Buenas e o Valle del Arco Iris, a Laguna Chaxa, na Reserva Nacional Los Flamencos e os geysers El Tatio.

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Valle de la Luna.