Parque Nacional Tierra del Fuego

Nossos últimos dias na Tierra del Fuego foram dentro do parque de mesmo nome, que fica a 12 km da cidade e é dentro dele que termina a Ruta 3.

O parque é uma área de proteção formada lagos, vales, bosques e extensas turfeiras, áreas de camping e algumas trilhas com diferentes níveis de dificuldade. Das várias áreas de camping apenas uma tem infraestrutura de banheiro, água quente etc…, as outras são áreas de camping livre. Optamos por ficar no camping organizado por estar mais perto das trilhas que gostaríamos de fazer, e também pela estrutura.Já nos aventuramos em campings livres e tivemos que ficar um ou dois dias sem banho… mas sempre que temos a opção de contar com infraestrutura a um preço razoável, ainda não estamos abrindo mão. Quem sabe mais para o fim da viagem quando o dinheiro estiver acabando.

No primeiro dia fizemos a trilha Hito XXIV, que circula o Lago Roca até uma fronteira imaginária com o Chile no meio da floresta. Esta trilha foi fácil e serviu de aquecimento para a trilha do dia seguinte, a do Cerro Guanaco.

Já que estávamos no fim do mundo, tínhamos que aproveitar para dar um abraço no capeta (não é bem este o ditado, mas serve para ilustrar nosso sentimento: Já que viemos de tão longe, vamos logo fazer a trilha mais difícil).

Subestimamos a montanha, e por pouco ela não nos venceu. Foram 5 horas de caminhada morro acima, muito vento e muito frio no último quilômetro, mas lá chegamos como quem atingisse o cume do Everest (exagero). Para descer foram mais 3 horas, até porque para baixo todo santo ajuda. Inclusive durante a descida nos perguntamos várias vezes se pelo menos um santinho não poderia ajudar na subida. Ficaria muito mais fácil.

Ficamos mais uma noite no camping organizado, com muita dor nas costas, joelhos, panturrilhas e em vários músculos que nem sabíamos que existiam, e na manhã seguinte saímos do parque e fomos almoçar em um restaurante no Porto Almanza, uma vila de pescadores há cerca de 70km de Ushuaia. Uma boa opção para quem quer evitar os preços altos e restaurantes concorridos da Av. San Martin, e de quebra comer frutos do mar frescos.

No dia seguinte começamos nossa jornada rumo ao norte e o primeiro destino foi Punta Arenas, já em território Chileno.