Entrando no Uruguai – Chuí e Punta del Diablo

De Rio Grande, partimos para o Chuí. Depois de alguns dias dirigindo na areia em Tavares e com aquele gostinho do primeiro off-road na Lagoa dos Patos, estávamos decididos a percorrer os 207 Km faltantes pela praia, rodando de início a fim a maior praia do mundo, a do Cassino.

Porém, passada a empolgação inicial, depois de considerar o tempo necessário, a ansiedade de cruzar logo a primeira fronteira, voltamos à escolha inicial de seguir pelo asfalto, na BR-471.

Chegando no Chuí, fizemos rapidamente a Carta Verde – o seguro necessário para andar nos países do Mercosul, e seguimos em frente. Fica a dica sobre a Carta Verde – no Chuí é possível fazer em vários lugares, varias lojinhas e comércio em geral fazem na hora. No entanto, como é necessário pagar o boleto, imagino que não seja possível fazer isso fora do horário comercial. O prazo máximo que conseguimos contratar foi de 30 dias e custou R$ 216,00 mais R$ 20,00 da tiazinha da loja que preencheu toda a papelada a mão.

Outra dica: na pressa de cruzar a fronteira, esquecemos de trocar Reais por Pesos Uruguaios, mas isso não foi um problema, pois em quase todos os lugares conseguimos pagar com a nossa moeda, com câmbio geralmente melhor do que o das casas oficiais que encontramos depois em Montevidéu.

Com o seguro contratado, era só cruzar a fronteira.

O procedimento foi simples e rápido e em menos de 20 minutos já estávamos no Uruguai.  Aproveitamos para pegar uns mapas e folders na sala de informações turísticas. O material disponível é ótimo, bem completo. A Rosa, particularmente, filha de geólogos, prefere mapas em papel porque dão uma visão geral das estradas, toda na mesma escala. Como o GPS nos deixou na mão em alguns lugares, em poucos quilômetros já estávamos usando apenas aqueles mapas.

Menos de 5 Km depois da fronteira, o primeiro problema com o carro: as luzes de seta/pisca alerta do carro simplesmente deixaram de funcionar. Dei umas mexidas nos comandos de seta, pisca alerta, farol, etc. Desliguei o carro, abri a tampa do motor, dei uma mexida na caixa de fusíveis para fazer de conta que entendo alguma coisa, liguei o carro, e… tudo voltou a funcionar!! O famoso CTRL+ALT+DEL no estilo automobilístico. Voltaremos a este assunto em breve.

Logo mais à frente surgia nossa primeira parada, o Parque Nacional Santa Teresa, maior parque do Uruguai, onde fica a Fortaleza de Santa Teresa, patrimônio histórico do país. O parque é bonito e super organizado, com praias e bosques, mas decidimos não ficar ali e seguimos para Punta del Diablo.

Punta del Diablo é um balneário muito legal, com algumas praias, estrada de chão, e uma atmosfera tranquila. Me lembrou um pouco aspraias da Ferrugem e Rosa, em SC. Vale à pena conhecer. As águas são calmas, limpas e frias, mas apenas o suficiente para aliviar o calor inteso que fazia. Ficamos por lá dois dias, hospedados em um hostel, o Unplugged, porque o carro não entrou no único camping disponível.

Depois de dois dias curtindo as praias, o sol, o mar e o alto astral… era hora de seguir em frente. Proxima parada: Cabo Polonio, o destino mais alternativo do Uruguai.

Até o próximo post!!